O processador para smartphones e tablets da Nvidia é o primeiro no mundo a ter essa quantidade de núcleos, e usa o motor gráfico de jogos de consoles, o que permite efeitos visuais, texturas de alta definição e efeitos de iluminação e de fumaça em jogos que os usuários podem carregar no bolso. De acordo com Jen-Hsun Huang, presidente da fabricante de placas de vídeo, "as pessoas vão achar que a tecnologia é extraterrestre".
O Tegra K1 traz a tecnologia de placas de vídeo Kepler, o que lhe dá o nome de K1, usada nas placas da empresa para computadores, o que eleva o visual simplório da maioria dos jogos de celular ao nível dos consoles e dos PCs. E mesmo com todo esse poder de processamento – observar um smartphone processando gráficos próximos do PS4 ainda parece algo impensável –, o consumo de energia é baixíssimo, o que não prejudicará as problemáticas baterias dos dispositivos móveis.
O estúdio Epic Games, responsável por jogos como "Infinity Blade", para iOS, levou o motor gráfico Unreal Engine 4, o mais avançado da companhia, para o Tegra K1. Com isso, rostos de personagens ganharam vida, mais detalhes e imperfeições da pele em uma demonstração exibida durante o anúncio. Em outra, em um metrô sujo, era possível ver texturas de alta definição e efeitos como fumaça, parede molhada e reflexos em metais, assim como nos jogos de consoles. Tudo parecia real.
A Epic Games publicou um vídeo que mostra a tecnologia de games de nova geração rodando em celulares.
Haverá duas versões do Tegra K1, que, segundo o presidente da Nvidia, já deve equipar tablets e smartphones no segundo trimestre de 2014: uma de 32 bit e uma de 64 bit, que virá com o processador Denver, próprio da empresa.
Resta saber quais empresas equiparão seus aparelhos a partir do segundo semestre com essa tecnologia e quais estúdios conseguirão fazer jogos com qualidade de console para eles. No teste do G1, foram usadas telas de 7 polegadas para controlar as demonstrações técnicas do Tegra K1
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